Deixa o suor, da minha pele, pingar no teu corpo, para derretermos,
juntos, libido em juras de amor..
A tua essência
escorre pelas minhas pernas, durante o sono. Remexo, sozinho, por madrugadas
inteiras, te imaginando nua, colada a mim. Lembro do teu cheiro, da tua pele,
do teu toque; De tudo o que ainda não aconteceu em carne, mas pulsa em meu
corpo e mente: desesperado e desenfreado. Loucura, tormento, delírio.
Acordo ofegando,
num cio eterno de você. E só penso em me esfregar em ti, até sair faísca; Até o
fogo queimar nossos corpos, dourando desejo, cozinhando sussurros.
como numa fogueira
em noite de São joão!
Sonho com a sua
voz, com o seu sorriso. Tudo em você já me deixa sem ar. Seus olhos e palavras,
a cor da sua pele, o gosto da sua boca. Sonho com um desejo que quase me
transporta para o teu lado. Sinto como se a minha alma me fugisse para dormir em
teu abraço. E, a distância quase metafórica, porque já te sinto morando em cada
átomo de mim.
Tudo em você me
arrepia a pele; Tudo em você me faz perder o controle. E eu gemo sozinho, à
noite, imaginando o teu ouvido próximo a minha boca; Tudo de nós dois como
apenas um. São poesias de delírio imagético que se tornam, a cada dia, mais
reais.
A mente divaga no
que eu necessito que venha a existir. Você em minha cabeça, transformando
sonhos em pesadelos, ao acordar na cama vazia. Na ausência de ainda não te ter
ao meu lado.
Tudo era delírio.
Você era todas as delícias do mundo. Tua pele eriçada era o desejo que todas as
águas do amor tiveram com a areia branca do desejo. Até nossas almas se
contorciam no ritmo erótico que nossos corpos dançavam.
Sim, eu precisava
te provar.
Sentir teu gosto
quente em minha boca. Te olhar, enquanto brinco com os dedos, em você. Gemidos
disfarçados em sorriso. Senti teu corpo deslizar para trás, enquanto meu toque
abandonava a tua pele. Lamber os dedos. Os olhos fixos em você. Mordo os
lábios. Te arranho para sentir minhas mãos se multiplicarem. Tantas texturas;
tantos cheiros. E eu já não sei se era romântico ou agressivo. Se é
paixão,amor,desejos,sonhos,loucura ou apenas um tesão descontrolado que rege
tudo. Não sei onde começa a fantasia, em meio a realidade de sensações
extrapoladas.
Estás nua, sobre o
meu corpo.
O joelho esquerdo
provocando a sua entrada escorregadia; Meu nariz desfilava pelo teu pescoço,
para subir à tua orelha. Você vira o rosto, procurando a minha boca com a sua.
Não.
Eu te nego o
controle.
Você é minha.
Só minha agora.
Te castigoa com
todo o desejo que carreguei em minha vida;
Com toda aquela
falta de controle que me fazia agir como um animal no cio.
Roço o meu corpo
pelo seu corpo:
coxa, ventre,
seios. Boca.
Tua língua faz o
possível para alcançar.
. Eu os coloco e
tiro de alcance.
Você enlouquece.
Eu começo a ouvir o
barulho silencioso do gozo na cama.
Sento meu sexo no
seu, segurando uma das tuas pernas para o alto, enquanto a língua desliza por
você. A apoio no meu ombro, para banhar-te a pele dos quadris e cintura. Da
bunda. Você mantém os olhos cerrados e morde os lábios, mas eu consigo ouvir
sua respiração entrecortada; Desesperada.
Começo a me
movimentar. De leve. Tenho a sensação de me afogar nos fluidos de nós dois.
Sexo no sexo. Para frente e para trás. Devagar. Bem devagar. Eu me alimento dos
suspiros, sussurros e gemidos; Do suor, contrações e tremores de você.
Gostosa.
Você é ali a mulher
mais gostosa do mundo.
Teu corpo é o mais
perfeito e o mais entregue.
E, quanto mais eu
te olho, maior é o meu ímpeto de remexer no teu sexo. De sentir nossos rios
desaguarem juntos; Nossos corpos transbordarem.
E eu aumento a
velocidade.
Meu corpo segue o
rumo dos teus orgasmos; Abro caminho para um êxtase cumulativo.
Incrível como tudo
em nós dois se cumula.Aumenta.Explode. E, como é delicioso sentir os fluidos do
teu corpo se misturando aos do meu. Seda líquida. O suor escorre pela minha
pele e você geme mais e mais. Eu sei o que você quer, mas sinto que o nosso
sexo não tem fim. Preciso de mais; Mais rápido; Mais forte; Mais intenso.
E eu pulso tão
forte que já não penso agüentar o coração que bate entre as pernas. Quente.
Fervemos um no outro
. Dueto de vozes;
Sinfonia de gemidos.
Silêncio.
Estou em transe.
Tão louco que não
sei se você me chamava de querido ou safado; De amor ou de puto.
E explodimos, quase
ao mesmo tempo, em gritos furiosos, que acordam os deuses;
Somos deuses.
E criamos mares de
desejo: De gozo, saliva e suor.
Desabei no teu
corpo, tremendo, febril, sem ar. Mas, não havia tempo para me recompor. Ouço
todas as vozes me chamando. Todos os delírios apontando para você. Todas as
promessas eróticas latejam no meu corpo e ainda há um mundo inexplorado de eu e
você.
É pecado você não
saber o que eu sinto, à distância, quando o meu pensamento te toca. Me pego
sôfrego e ofegante em todas as partes do dia. Fecho os olhos para encontrar teu
sorriso safado indo de encontro ao meu ouvido para sussurrar que eu te
enlouqueço, enquanto tento disfarçar o quanto de mim já perdi no desejo de te
ter colada ao meu corpo.
Abro os olhos para
me perceber lambuzado na magia erótica em que você me aprisionou. Sinto o
coração pulsando no lugar errado: muito abaixo do peito; na casa dos teus
dedos; no meu lago de pecados sentimentais.
Volto os olhos para
a realidade: A prova, em branco, sobre a mesa. Percebo o suor vertendo do meu
corpo, como nas tardes, noites e manhãs em que brigamos pelo domínio do sexo:
Quem derrete primeiro? Quem deseja mais? Quem desperta mais tesão um no outro?
Você parece idéia fixa e eu me controlo para não misturar a urgência do meu
corpo pelo teu com filosofia. Termino a prova e acendo a vida. Encontro
sonhos.. E tento abafar o ímpeto de me tocar fundo e íntimo para tentar sentir
os dedos que são seus.
O dia passa, mas
não a tua lembrança. Te carrego nas veias, esquentando o meu corpo, passeando
em meu sangue.
Suspiro gemidos e
saudade.
E me arranho o
corpo, mordo os meus lábios, esfolo a pele. Simplesmente, enlouqueço. Chego em
casa para me perder em água quente do chuveiro; nas ilusões táteis dos teus
mamilos roçando nos meus; no que, em mim, implora pelo fim dessa saudade.
E toco o meu corpo
como se ele fosse intocado. Com a voracidade de quem precisa salvar a própria
vida. Tremo como se fossem os teus dedos a invadir o meu corpo. E desabo de
cansaço.
Então, sorrio pros
teus olhos, à distância, esperando que você receba uma carta de tesão e afeto
por telepatia. Descanso o corpo na cama, abraçando o nada. Desejando o teu
corpo materializado no meu;
o fim da espera;
a fusão de dias e
noites na lua-de-mel de mil séculos.
Desejando…, é…,
desejando.
Por debaixo das
nossas roupas..
, dentro das tuas
blusas sem ou com decote,
no fundo dos nossos
olhos, que fitam o chão, queima a mesma chama que há dentro de nós dois.. É uma
chama silenciosa.
Um incêndio
devastador numa área inabitada: Os estragos,maravilhosos estragos, serão
furiosos, mas ninguém haverá de ver;
Apenas sentir o
quanto mudamos.
O quanto eu mudei.
O quanto tu mudaste.
Ninguém reparará
num universo em expansão, dentro de nós
. Viver,
amar,
delirar sentir e
viver mais ainda dentro de nós.
Sofrer, nunca.
Viver sim.
Viver é preciso.
Ao embalo de
tangos,de boleros, de rock, ou até mesmo ao embalo de um lindo e maravilhoso
silêncio.
“Sinfonias de
silêncio e de luzes..”
Da vida e dos
ardores somos acessórios.
Juntos nos sentimos
belos, educados, dóceis.
E até Selvagens de
nós mesmos.
Fêmea e macho ,num
cio eterno ao som de um lindo tango.
Somos aqueles que
serviam o jantar na hora certa, que sorriam timidamente, que deitavam os
corpos, fechavam os olhos e esperavam. Não havia voz, liberdade ou libido.
Nas festas,
ficávamos impecáveis, no canto. Brinquedos de exposição. Trocávamos receitas de
vida sem mesmo sabermos cozinhar, ou qualquer outro segredo da culinária linda
da vida e dos sonhos. Eu fingia viver a vida dos meus sonhos, ou talvez, até
acreditasse que aquvocê era a vida que sonhara.
E eu não esperava
que isso mudasse.
Mas, então, você me
apareceu.
E como a gente se
aparece tão lindos um para o outro.
O seu batom nem sei
se é vermelho e seus olhos,nem sei se são tão pintados assim. Mas é algo, além
disso,além de tudo isso ,além da vida ,além dos sonhos que sonhamos,além de uma
linda e até talvez dura realidade , que me empurra para você e a você para mim
Algo que ainda não sei definir.
O Facebook nos
apresentou.
E ainda dizem que a
internet é tudo de mentirinha..veja a nossa tão linda realidade.
e eu invento de
mentirinhas situações que me levam até você e me fazem gozar de prazer...
Como eu acredito em
estrelas e que nelas tudo está escrito,este era o nosso reencontro.
Porque em outros
mundos,em outras gerações já estivemos juntos de alguma forma.
Para nós dois,
havia muito que conversar.
Para nós dois, um
universo para conhecer e reconhecer.
Ai como gosto de te
imaginar assim.
Nós dois lado a
lado assim....você me olhou..
Você se moveu, por
trás de mim, roçando o seu corpo no meu. Parei. Um arrepio subiu pela minha
pele. Algo que eu não sabia se era desconforto, medo ou excitação. Parei porque
desconhecia aquela sensação, mas ela me deixava louco ao sentir teu cheiro
gostoso. Então, seu rosto colou no meu, e eu podia sentir o sopro quente da sua
respiração no meu pescoço; Enquanto sua mão subia pelas minhas pernas, por
dentro da minha roupa. Um som entre o soluço e o sussurro rompeu os meus
lábios. Fechei os olhos, entre o gozo e a aceitação.
Você me seguiu,como
se juntos estivéssemos no caminho do prazer absoluto. Nossos olhos eram servis;
Fitavam apenas o chão.. E você veio até a mim. Suas mãos desfilavam docemente
pelo meu corpo. E, como se você pudesse sentir a luta entre meu medo e libido,
sussurro, em teu ouvido:“Você é linda. Nunca tenha vergonha de ser desejada. E
aceite o próprio desejo”.
Estava úmida,
trêmula e ofegante.
Deitado, em minha
cama,
Imagino,sonho,crio
situações entre mim e você que me levam ao delirio...
Ouvia seus
sussurros e gemidos.
E eu desejava ter
você, menina,mulher............. linda, intrigante, sem medo.
Meu corpo ressonava
ao lado do meu coração que batia aflito e, entre os barulhos da cama na parede
e a melodia erótica que a rompia os lábios, permiti que as minhas mãos
percorressem o meu corpo; Conhecessem a minha pele; Suassem a minha alma. Eu
mordia os lábios e tremia, envolto à minha imaginação. E me senti
vivo.................
Imagino você me
olhando, recostada na parede. E eu fui até você. E comecei a desabotoar seu
vestido, vendo brotar, dentro dele, a suave pele do seu corpo. E a toquei os
seios. E imitei o percurso que suas mãos haviam feito horas atrás por minhas
pernas. E lhe apertei a coxa, por dentro, para deslizar os dedos pela sua
calcinha. Você fechava os olhos e entreabria os lábios. E a sinfonia que me
embalou a noite de descobertas do meu corpo, começava a soar, baixinho, em meus
ouvidos. E, novamente, minhas mãos assumiram o controle.
O que ouvíamos era
misto de gemidos e orações. Meus dedos encontravam sua casa. Meu corpo percebeu
o lugar que pertencia.
Suor e saliva. Eu e
você. Nós dois procurando espaços, um no outro, enquanto procurávamos os nossos
orgasmos.
Medo e prazer.
E eu entendendo o
que era pele,
atração,
sexo.
Luxúria.
E desejei morrer
mil vezes do mesmo pecado.
Porque será
perdoado porque sempre virá em nome do Amor.
E implorei vez após
vez, para tê-la encaixadinha em mim.
Depois do amor
dormir de conchinha...coxas nas coxas.pele toda molhadinha na pele toda
molhadinha..
Tempos intensos de
falta,
Décadas de falta de
controle, de instintos selvagens, de desejo pingando em corredores, banheiros,
escadas, igrejas, praças, sorveterias. Décadas de gemidos reprimidos, para,
finalmente, recebermos o direito de berrar
De gritar
De gemer,
em nossa cama;
Em nossa casa
criada apenas para nós dois..
Uma casinha simples
de sonhos,varandas ,lareira e colibris e beija-flores e bem-te-vis para nos
acordar de manhã cedinho.
Os corpos, um no
outro, fechavam os olhos e deliravam. Não havia voz, em nossa liberdade e libido.
Por debaixo das
nossas roupas , dentro das tuas blusas sem ou com os teus decotes, no fundo dos
nossos olhos, que fitavam o chão, queimava a mesma chama que há dentro de nós.
Era uma chama silenciosa. Um incêndio devastador numa área inabitada: Os estragos
eram furiosos, mas ninguém havia de ver; Ninguém repararia aquele universo em
expansão, dentro de nós. Viver, amar, gozar. No silêncio.”
Quero ver teu corpo
mole, frágil, entregue às investidas dos meus toques. Quero te ouvir ofegando,
em meu ouvido, sussurrando por mais mãos e mais saliva em tua pele. Quero me
afundar no teu corpo, para te sentir morrer nos meus dedos. Quero te ter
exaurida para namorar seus olhos e repousar no teu sorriso.
Ser leito pro teu
corpo
e descanso pra tua
alma.
Meu mundo arde em
um desejo sem fim: As pernas bambas, o coração disparado. O pau rijo E a
respiração entrecortada é o autocontrole que me abandonou enquanto ainda
navegava em pensamentos. Mas, aqui, está você: me acordando com beijos e o
sopro do teu ar no meu pescoço. Eu sorrio, antes de abrir os olhos e giro o meu
rosto para deslizar no teu. Minha visão, turva pelos teus cabelos, é da sua
pele, coberta pelo nada, que, em breve, seria o meu corpo.
Vejo o sol invadir
a janela da nossa tão sonhada casinha com varandas e lembro-me do que já
aconteceu: a madrugada nos teus toques, para adormecermos na nudez um do outro;
Vejo o sol invadir
a janela e peço para que o tempo pare para que o nosso mundo de prazeres e
carinho se mantenha infinito.
E me volto para
você.
Me afogo no cheiro
do teu pescoço, te afago a pele. As mãos valsam pela pele lisa, encontrando os
teus mamilos que esperavam o meu toque. E te mordo lenta e saborosamente.
Afasto as tuas pernas e instalo a minha coxa no teu sexo, para já sentir o teu
desejo desaguando em minha pele. Você geme e morde os lábios. E eu levo a minha
boca de encontro à sua. Perfeita. Gostosa. Sinto a tua língua acariciando a
minha e uma luxúria afável navegando em minhas veias. Eu te toco os seios e eu
me perco em tua bunda. E me pergunto quantas foram as tentativas dos deuses
para criar tamanha perfeição.
Levo a mão entre as
suas pernas e ouço um gemido que é quase um sorriso. Mais que consentimento, é
uma súplica. Brinco com os meus dedos por ali, sentindo tudo, em mim, arrepiar
ao te sentir molhada. Você afasta as pernas e rebola na ponta dos meus dedos e
eu os levo à boca, para sentir teu gosto. Delicioso. Mordo tua barriga e vou
descendo, de leve. Lambo e mordo a tua coxa, por dentro. Roço o meu nariz no
teu grelinho e te toco, no íntimo, com a ponta da língua. Sinto você se
desfazendo e me refaço enquanto me alimento do teu gosto e deixo as minhas mãos
passearem pelo teu corpo. E te penetro. De leve, gostoso…, aumentando
velocidade e força, no mesmo ritmo dos seus quadris. A língua ainda brincando
em seu grelinho e os dedos se afogando nos seu mar de libido.
E eu te vejo
sorrir, enquanto goza, para colar o suor o teu corpo no meu e me fazer implorar
pelo teu domínio. E me fazer adorar ser minha escrava. Obedeçe as minhas ordens,
enlouqueçe no meu tato. E já não sei se grito ou gargalho de prazer: em tuas
mãos, na tua boca, no teu sexo, que rasteja no meu.
E, quando tudo
acaba, recomeça.
Porque não há fim
para o que não é só libido.
Morro nos desejos
da tua carne e na serenidade da tua voz.
Conto as noites
para acordar nos teus braços e ter o seu carinho, para conversarmos sobre
qualquer coisa ou, simplesmente, esperarmos o tempo passar, enquanto olhamos um
para o outro.
E nos sentimos
vivos e lindos.
Lindos um para o
outro ,sempre!!!