terça-feira, 17 de julho de 2012

tragos


Deixa o suor, da minha pele, pingar no teu corpo, para derretermos, juntos, libido em juras de amor..
A tua essência escorre pelas minhas pernas, durante o sono. Remexo, sozinho, por madrugadas inteiras, te imaginando nua, colada a mim. Lembro do teu cheiro, da tua pele, do teu toque; De tudo o que ainda não aconteceu em carne, mas pulsa em meu corpo e mente: desesperado e desenfreado. Loucura, tormento, delírio.
Acordo ofegando, num cio eterno de você. E só penso em me esfregar em ti, até sair faísca; Até o fogo queimar nossos corpos, dourando desejo, cozinhando sussurros.
como numa fogueira em noite de São joão!
Sonho com a sua voz, com o seu sorriso. Tudo em você já me deixa sem ar. Seus olhos e palavras, a cor da sua pele, o gosto da sua boca. Sonho com um desejo que quase me transporta para o teu lado. Sinto como se a minha alma me fugisse para dormir em teu abraço. E, a distância quase metafórica, porque já te sinto morando em cada átomo de mim.
Tudo em você me arrepia a pele; Tudo em você me faz perder o controle. E eu gemo sozinho, à noite, imaginando o teu ouvido próximo a minha boca; Tudo de nós dois como apenas um. São poesias de delírio imagético que se tornam, a cada dia, mais reais.
A mente divaga no que eu necessito que venha a existir. Você em minha cabeça, transformando sonhos em pesadelos, ao acordar na cama vazia. Na ausência de ainda não te ter ao meu lado.
Tudo era delírio. Você era todas as delícias do mundo. Tua pele eriçada era o desejo que todas as águas do amor tiveram com a areia branca do desejo. Até nossas almas se contorciam no ritmo erótico que nossos corpos dançavam.
Sim, eu precisava te provar.
Sentir teu gosto quente em minha boca. Te olhar, enquanto brinco com os dedos, em você. Gemidos disfarçados em sorriso. Senti teu corpo deslizar para trás, enquanto meu toque abandonava a tua pele. Lamber os dedos. Os olhos fixos em você. Mordo os lábios. Te arranho para sentir minhas mãos se multiplicarem. Tantas texturas; tantos cheiros. E eu já não sei se era romântico ou agressivo. Se é paixão,amor,desejos,sonhos,loucura ou apenas um tesão descontrolado que rege tudo. Não sei onde começa a fantasia, em meio a realidade de sensações extrapoladas.
Estás nua, sobre o meu corpo.
O joelho esquerdo provocando a sua entrada escorregadia; Meu nariz desfilava pelo teu pescoço, para subir à tua orelha. Você vira o rosto, procurando a minha boca com a sua.
Não.
Eu te nego o controle.
Você é minha. 
Só minha agora.
Te castigoa com todo o desejo que carreguei em minha vida;
Com toda aquela falta de controle que me fazia agir como um animal no cio.
Roço o meu corpo pelo seu corpo:
coxa, ventre, seios. Boca.
Tua língua faz o possível para alcançar.
. Eu os coloco e tiro de alcance.
Você enlouquece.
Eu começo a ouvir o barulho silencioso do gozo na cama.
Sento meu sexo no seu, segurando uma das tuas pernas para o alto, enquanto a língua desliza por você. A apoio no meu ombro, para banhar-te a pele dos quadris e cintura. Da bunda. Você mantém os olhos cerrados e morde os lábios, mas eu consigo ouvir sua respiração entrecortada; Desesperada.
Começo a me movimentar. De leve. Tenho a sensação de me afogar nos fluidos de nós dois. Sexo no sexo. Para frente e para trás. Devagar. Bem devagar. Eu me alimento dos suspiros, sussurros e gemidos; Do suor, contrações e tremores de você.
Gostosa.
Você é ali a mulher mais gostosa do mundo.
Teu corpo é o mais perfeito e o mais entregue.
E, quanto mais eu te olho, maior é o meu ímpeto de remexer no teu sexo. De sentir nossos rios desaguarem juntos; Nossos corpos transbordarem.
E eu aumento a velocidade.
Meu corpo segue o rumo dos teus orgasmos; Abro caminho para um êxtase cumulativo.
Incrível como tudo em nós dois se cumula.Aumenta.Explode. E, como é delicioso sentir os fluidos do teu corpo se misturando aos do meu. Seda líquida. O suor escorre pela minha pele e você geme mais e mais. Eu sei o que você quer, mas sinto que o nosso sexo não tem fim. Preciso de mais; Mais rápido; Mais forte; Mais intenso.
E eu pulso tão forte que já não penso agüentar o coração que bate entre as pernas. Quente. Fervemos um no outro
. Dueto de vozes; Sinfonia de gemidos.
Silêncio.
Estou em transe.
Tão louco que não sei se você me chamava de querido ou safado; De amor ou de puto.
E explodimos, quase ao mesmo tempo, em gritos furiosos, que acordam os deuses;
Somos deuses.
E criamos mares de desejo: De gozo, saliva e suor.
Desabei no teu corpo, tremendo, febril, sem ar. Mas, não havia tempo para me recompor. Ouço todas as vozes me chamando. Todos os delírios apontando para você. Todas as promessas eróticas latejam no meu corpo e ainda há um mundo inexplorado de eu e você.
É pecado você não saber o que eu sinto, à distância, quando o meu pensamento te toca. Me pego sôfrego e ofegante em todas as partes do dia. Fecho os olhos para encontrar teu sorriso safado indo de encontro ao meu ouvido para sussurrar que eu te enlouqueço, enquanto tento disfarçar o quanto de mim já perdi no desejo de te ter colada ao meu corpo.
Abro os olhos para me perceber lambuzado na magia erótica em que você me aprisionou. Sinto o coração pulsando no lugar errado: muito abaixo do peito; na casa dos teus dedos; no meu lago de pecados sentimentais.
Volto os olhos para a realidade: A prova, em branco, sobre a mesa. Percebo o suor vertendo do meu corpo, como nas tardes, noites e manhãs em que brigamos pelo domínio do sexo: Quem derrete primeiro? Quem deseja mais? Quem desperta mais tesão um no outro? Você parece idéia fixa e eu me controlo para não misturar a urgência do meu corpo pelo teu com filosofia. Termino a prova e acendo a vida. Encontro sonhos.. E tento abafar o ímpeto de me tocar fundo e íntimo para tentar sentir os dedos que são seus.
O dia passa, mas não a tua lembrança. Te carrego nas veias, esquentando o meu corpo, passeando em meu sangue.
Suspiro gemidos e saudade.
E me arranho o corpo, mordo os meus lábios, esfolo a pele. Simplesmente, enlouqueço. Chego em casa para me perder em água quente do chuveiro; nas ilusões táteis dos teus mamilos roçando nos meus; no que, em mim, implora pelo fim dessa saudade.
E toco o meu corpo como se ele fosse intocado. Com a voracidade de quem precisa salvar a própria vida. Tremo como se fossem os teus dedos a invadir o meu corpo. E desabo de cansaço.
Então, sorrio pros teus olhos, à distância, esperando que você receba uma carta de tesão e afeto por telepatia. Descanso o corpo na cama, abraçando o nada. Desejando o teu corpo materializado no meu;
o fim da espera; 
a fusão de dias e noites na lua-de-mel de mil séculos.
Desejando…, é…, desejando.
Por debaixo das nossas roupas..
, dentro das tuas blusas sem ou com decote,
no fundo dos nossos olhos, que fitam o chão, queima a mesma chama que há dentro de nós dois.. É uma chama silenciosa.
Um incêndio devastador numa área inabitada: Os estragos,maravilhosos estragos, serão furiosos, mas ninguém haverá de ver;
Apenas sentir o quanto mudamos.
O quanto eu mudei. 
O quanto tu mudaste.
Ninguém reparará num universo em expansão, dentro de nós
. Viver, 
amar,
delirar sentir e viver mais ainda dentro de nós.
Sofrer, nunca.
Viver sim.
Viver é preciso.
Ao embalo de tangos,de boleros, de rock, ou até mesmo ao embalo de um lindo e maravilhoso silêncio.
“Sinfonias de silêncio e de luzes..”
Da vida e dos ardores somos acessórios. 
Juntos nos sentimos belos, educados, dóceis. 
E até Selvagens de nós mesmos.
Fêmea e macho ,num cio eterno ao som de um lindo tango.
Somos aqueles que serviam o jantar na hora certa, que sorriam timidamente, que deitavam os corpos, fechavam os olhos e esperavam. Não havia voz, liberdade ou libido.
Nas festas, ficávamos impecáveis, no canto. Brinquedos de exposição. Trocávamos receitas de vida sem mesmo sabermos cozinhar, ou qualquer outro segredo da culinária linda da vida e dos sonhos. Eu fingia viver a vida dos meus sonhos, ou talvez, até acreditasse que aquvocê era a vida que sonhara.
E eu não esperava que isso mudasse.
Mas, então, você me apareceu.
E como a gente se aparece tão lindos um para o outro.
O seu batom nem sei se é vermelho e seus olhos,nem sei se são tão pintados assim. Mas é algo, além disso,além de tudo isso ,além da vida ,além dos sonhos que sonhamos,além de uma linda e até talvez dura realidade , que me empurra para você e a você para mim Algo que ainda não sei definir.
O Facebook nos apresentou.
E ainda dizem que a internet é tudo de mentirinha..veja a nossa tão linda realidade.
e eu invento de mentirinhas situações que me levam até você e me fazem gozar de prazer...
Como eu acredito em estrelas e que nelas tudo está escrito,este era o nosso reencontro.
Porque em outros mundos,em outras gerações já estivemos juntos de alguma forma.
Para nós dois, havia muito que conversar. 
Para nós dois, um universo para conhecer e reconhecer.
Ai como gosto de te imaginar assim.
Nós dois lado a lado assim....você me olhou..
Você se moveu, por trás de mim, roçando o seu corpo no meu. Parei. Um arrepio subiu pela minha pele. Algo que eu não sabia se era desconforto, medo ou excitação. Parei porque desconhecia aquela sensação, mas ela me deixava louco ao sentir teu cheiro gostoso. Então, seu rosto colou no meu, e eu podia sentir o sopro quente da sua respiração no meu pescoço; Enquanto sua mão subia pelas minhas pernas, por dentro da minha roupa. Um som entre o soluço e o sussurro rompeu os meus lábios. Fechei os olhos, entre o gozo e a aceitação.
Você me seguiu,como se juntos estivéssemos no caminho do prazer absoluto. Nossos olhos eram servis; Fitavam apenas o chão.. E você veio até a mim. Suas mãos desfilavam docemente pelo meu corpo. E, como se você pudesse sentir a luta entre meu medo e libido, sussurro, em teu ouvido:“Você é linda. Nunca tenha vergonha de ser desejada. E aceite o próprio desejo”.
Estava úmida, trêmula e ofegante. 
Deitado, em minha cama, 
Imagino,sonho,crio situações entre mim e você que me levam ao delirio...
Ouvia seus sussurros e gemidos. 
E eu desejava ter você, menina,mulher............. linda, intrigante, sem medo.
Meu corpo ressonava ao lado do meu coração que batia aflito e, entre os barulhos da cama na parede e a melodia erótica que a rompia os lábios, permiti que as minhas mãos percorressem o meu corpo; Conhecessem a minha pele; Suassem a minha alma. Eu mordia os lábios e tremia, envolto à minha imaginação. E me senti vivo.................
Imagino você me olhando, recostada na parede. E eu fui até você. E comecei a desabotoar seu vestido, vendo brotar, dentro dele, a suave pele do seu corpo. E a toquei os seios. E imitei o percurso que suas mãos haviam feito horas atrás por minhas pernas. E lhe apertei a coxa, por dentro, para deslizar os dedos pela sua calcinha. Você fechava os olhos e entreabria os lábios. E a sinfonia que me embalou a noite de descobertas do meu corpo, começava a soar, baixinho, em meus ouvidos. E, novamente, minhas mãos assumiram o controle.
O que ouvíamos era misto de gemidos e orações. Meus dedos encontravam sua casa. Meu corpo percebeu o lugar que pertencia.
Suor e saliva. Eu e você. Nós dois procurando espaços, um no outro, enquanto procurávamos os nossos orgasmos.
Medo e prazer.
E eu entendendo o que era pele,
atração, 
sexo. 
Luxúria. 
E desejei morrer mil vezes do mesmo pecado.
Porque será perdoado porque sempre virá em nome do Amor.
E implorei vez após vez, para tê-la encaixadinha em mim.
Depois do amor dormir de conchinha...coxas nas coxas.pele toda molhadinha na pele toda molhadinha..
Tempos intensos de falta,
Décadas de falta de controle, de instintos selvagens, de desejo pingando em corredores, banheiros, escadas, igrejas, praças, sorveterias. Décadas de gemidos reprimidos, para, finalmente, recebermos o direito de berrar
De gritar
De gemer, 
em nossa cama; 
Em nossa casa criada apenas para nós dois..
Uma casinha simples de sonhos,varandas ,lareira e colibris e beija-flores e bem-te-vis para nos acordar de manhã cedinho.
Os corpos, um no outro, fechavam os olhos e deliravam. Não havia voz, em nossa liberdade e libido.
Por debaixo das nossas roupas , dentro das tuas blusas sem ou com os teus decotes, no fundo dos nossos olhos, que fitavam o chão, queimava a mesma chama que há dentro de nós. Era uma chama silenciosa. Um incêndio devastador numa área inabitada: Os estragos eram furiosos, mas ninguém havia de ver; Ninguém repararia aquele universo em expansão, dentro de nós. Viver, amar, gozar. No silêncio.”
Quero ver teu corpo mole, frágil, entregue às investidas dos meus toques. Quero te ouvir ofegando, em meu ouvido, sussurrando por mais mãos e mais saliva em tua pele. Quero me afundar no teu corpo, para te sentir morrer nos meus dedos. Quero te ter exaurida para namorar seus olhos e repousar no teu sorriso.
Ser leito pro teu corpo 
e descanso pra tua alma.
Meu mundo arde em um desejo sem fim: As pernas bambas, o coração disparado. O pau rijo E a respiração entrecortada é o autocontrole que me abandonou enquanto ainda navegava em pensamentos. Mas, aqui, está você: me acordando com beijos e o sopro do teu ar no meu pescoço. Eu sorrio, antes de abrir os olhos e giro o meu rosto para deslizar no teu. Minha visão, turva pelos teus cabelos, é da sua pele, coberta pelo nada, que, em breve, seria o meu corpo.
Vejo o sol invadir a janela da nossa tão sonhada casinha com varandas e lembro-me do que já aconteceu: a madrugada nos teus toques, para adormecermos na nudez um do outro; 
Vejo o sol invadir a janela e peço para que o tempo pare para que o nosso mundo de prazeres e carinho se mantenha infinito.
E me volto para você. 
Me afogo no cheiro do teu pescoço, te afago a pele. As mãos valsam pela pele lisa, encontrando os teus mamilos que esperavam o meu toque. E te mordo lenta e saborosamente. Afasto as tuas pernas e instalo a minha coxa no teu sexo, para já sentir o teu desejo desaguando em minha pele. Você geme e morde os lábios. E eu levo a minha boca de encontro à sua. Perfeita. Gostosa. Sinto a tua língua acariciando a minha e uma luxúria afável navegando em minhas veias. Eu te toco os seios e eu me perco em tua bunda. E me pergunto quantas foram as tentativas dos deuses para criar tamanha perfeição.
Levo a mão entre as suas pernas e ouço um gemido que é quase um sorriso. Mais que consentimento, é uma súplica. Brinco com os meus dedos por ali, sentindo tudo, em mim, arrepiar ao te sentir molhada. Você afasta as pernas e rebola na ponta dos meus dedos e eu os levo à boca, para sentir teu gosto. Delicioso. Mordo tua barriga e vou descendo, de leve. Lambo e mordo a tua coxa, por dentro. Roço o meu nariz no teu grelinho e te toco, no íntimo, com a ponta da língua. Sinto você se desfazendo e me refaço enquanto me alimento do teu gosto e deixo as minhas mãos passearem pelo teu corpo. E te penetro. De leve, gostoso…, aumentando velocidade e força, no mesmo ritmo dos seus quadris. A língua ainda brincando em seu grelinho e os dedos se afogando nos seu mar de libido.
E eu te vejo sorrir, enquanto goza, para colar o suor o teu corpo no meu e me fazer implorar pelo teu domínio. E me fazer adorar ser minha escrava. Obedeçe as minhas ordens, enlouqueçe no meu tato. E já não sei se grito ou gargalho de prazer: em tuas mãos, na tua boca, no teu sexo, que rasteja no meu.
E, quando tudo acaba, recomeça. 
Porque não há fim para o que não é só libido. 
Morro nos desejos da tua carne e na serenidade da tua voz.
Conto as noites para acordar nos teus braços e ter o seu carinho, para conversarmos sobre qualquer coisa ou, simplesmente, esperarmos o tempo passar, enquanto olhamos um para o outro.
E nos sentimos vivos e lindos.
Lindos um para o outro ,sempre!!!

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