Ontem mesmo São Paulo completou aniversário e eu me lembrei que andei perdendo o meu tempo, minha companhia e meu olhar foram desperdiçados esses ultimos anos ao caminhar pelo centro de São Paulo.
Foi quase um exílio que cultuei a pobreza de cultura e fortaleci apenas futilidades, coisas do humano, com gente que na verdade me causava um misto coisas sem muita classificação elegante , mas enfim, nesse meu exílio esqueci que não comi mais sardinhas fritas pelo meu amado centro , deixei de curtir meus sebos , andei perdendo meu tempo nas andanças com besteiras que em qualquer prostíbulo acharia por uma ninharia.
Diminuí a dignidade dos meus passos por lá, mas isso não quer dizer que eu tenha feito ligação entre os dissabores e a sensação que o centro me causa sempre, não pelas companhias que estão ao meu lado ou as vezes a propria solidão , o centro me fascina porque de lá olho o céu e pessoas que tem o brilho como eu nunca deixei de enxergar.
Meu olho ainda brilha quando penso que vou caminhar em lugares que serei anônima no meio de gente que não se importa com nada , além de correr nas ruas da cidade de pedra.
E o melhor disso tudo, vou acompanhar olhares novos , que farão do passeio um descobrir de chão e céu.
Há sempre caminhos novos a percorrer com ares mais leves
O centro me fascina, isso é um fato.
É lá no centro que encontro pessoas que há muito já deveria ter por perto.
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Quem sou eu
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Não consgui sber qual o local dessa 'estauta', me parece que o casal (se não me engano o Peri, e Jaci), estavam lá na alameda Porto Geral, num chafariz que estava bem abandonado.
ResponderExcluirFui um caminhante da cidade, conheço o Centro como a palma de minha mão; minha mãe trabalhava no Fórum, meu pai na Martins Fontes. Cheguei a almoçar no Ferramenta, considerada uma das melhores feijoadas da city; isso foi nos anos 60.
Fui um frequentador assíduo da Biblioteca... durante um tempo. Sempre tive a impressão nítida da solidão dos moradores do Centro, hoje sei que esta solidão refletia a minha. Morei na Praça Roosevelt nos anos 70, no ap. de uma pintora Lilia Costa (sumiu); lá conheci o Flavio Império, que me achou lindinho e fez um triptico, usando-me como modelo. Bem, eu era bonito mesmo.
Andando pela noite em busca de 'aventura', na verdade meio perdidão (minha juventude passei assim), entrei uma vez num teatro em que o Made in Brasil tava tocando, fiquei 5 minutos e saí, achei a barra pesada demais pra mim.
Bem no comecinho da Augusta, também nesta época, entrei num ap. levado por conhecidos, quem morava lá? Os Novos Baianos.
Na verdade, na época tudo era meio interessante. Eu tinha tudo para ter virado uma 'alma penada' neste Centro, grande e movimentado. Cheguei a dormir em cima da bancada de uma marcenaria de um conhecido, na Frei Caneca. Nesta época eu trabalhava como past-up na Folha. O Flavio morava na FRei Caneca com Mq. de Paranaguá, se não me engano.
Pois é..., comungo com vc esta aventura que é conhecer São Paulo. Mas qualquer resquício de 'paixão' se evaporou com os anos.
Morei na Cincinato Braga, Ibirapuera, Veleiros, Jd. São Francisco (na região do Jd. Ângela), 3 meses em SBC. Estudei em bons colégios. Lembra do Paulistano lá na Liberdade?
A 'velocidade' da cidade para mim já não cativa nem impressiona. Suas belezas para mim são relativas.
Sei lá, sabe; acho que é a idade. Talvez.
Abraços!
Peri e Ceci.
ResponderExcluirSylvio,
ExcluirAcho bárbaro narrativas como as tuas sobre aquele monstro , o centro , alias , sou tua fã, do teu jeito sincero e o tom acolhedor que recebe na sua vida, adoro saber o que as pessoas ja viveram.
ei, prazer ter vc por aqui , ja que nao tenho leitores.. é uma honra estar de papo contigo por aqui,....venha sempre , és meu convidado e se quiser vir ao centro, sabe onde me achar.
beijos querido.
da que te admira desde da primeira linha,
Lilian
quanto à obra : eu não sei qual se trata...alias, eu nunca decoro as ruas do centro, e é por querer. rs